terça-feira, 23 de outubro de 2007

Efeito contrário

O filme Tropa de Elite de José Padilha e Rodrigo Pimentel teve uma repercussão muito além do esperado. Tem razão se ser. O filme é bom, tem bons atores e retrata uma realidade no Brasil, como a do crime e do trafico de drogas, que merece reflexão. O problema é que ao invés de uma análise sobre a relevância do tema, as pessoas se divertem, acham que o capitão nascimento - protagonista do filme - é um herói e fazem com que o ótimo filme perca o efeito reflexivo. Mesmo com a crença de que o longa-metragem tenha sido uma jogada de marketing de Padilha e Pimentel, que através de atores globais deram um toque do “belo” a um assunto tão sério, é uma ignorância assistir ao filme e fazer apenas brincadeiras e piadas sobre ele. Não é possível que a hipocrisia do ser humano, corrupto, mentiroso; a falta de respeito com o outro; e a razão da violência como culpa de todas as camadas sociais seja motivo apenas de risadas.
As pessoas comentam que no filme a polícia especializada no Rio de Janeiro é incorruptível, e que só daquela forma é que o tráfico pode ser combatido. Pois eu penso que o longa mostra exatamente o contrário. Essa polícia age com uma violência exagerada e sem sentimento algum. É apenas caçar e matar. Não é possível que assim seja a melhor forma de combater a violência no Brasil. Além disso, nem o mais ingênuo dos cidadãos deve achar que essa polícia seja realmente incorruptível.
Mas vamos esquecer um pouco do respeito às pessoas e pensar na eficácia da polícia. No dia 22 de outubro, a antropóloga Alba Zaluar escreveu na Folha de São Paulo que o tráfico de drogas é uma grande empresa, e obtém seus lucros extorquindo os mais fracos – gerentes, vapores, soldados e olheiros. Estes trabalham para os chefes, ganham um salário insignificante e, quando presos, param de receber. A antropóloga diz: “Nada justifica, portanto, que policiais cacem e matem quem deveriam prender para investigar melhor os meandros dessa empresa tão lucrativa e tão violenta. Fora os danos à imagem da polícia, há prejuízos na informação acerca dos fornecedores de armas que, presos, dariam”. Ora, é claro que os ditos fracos, presos e sem nada a perder cederiam informações sobre os “chefões do tráfico”. Não tem porque, então, chegar matando.
Percebe-se que o longa de Padilha e Pimentel mostra uma ação um tanto questionável da polícia, e não a ação de heróis.
O filme também faz uma crítica muito dura em relação aos usuários de droga. Estudantes de direito, provavelmente de classe média-alta, que fumam maconha, cheiram cocaína, e ao mesmo tempo fazem passeatas pela paz. Padilha disse na revista Época: “Tem alguma coisa errada”! Tudo bem, é de se pensar sobre o assunto da legalização da droga, que em países como a Holanda esse método dá certo, pois acaba com o comércio dos traficantes. Mas o fato é que o filme mostra um lado pouco discutido, que deve nos chamar a atenção para pensarmos sobre como agimos, e não para contar piadas sobre isso.
O cronista Fernando de barros e Silva, também na Folha de São Paulo do dia 22, faz um comentário irônico em relação a essa crítica sobre os universitários do longa: “Os estudantes do filme são retratados como um bando de desmiolados, entorpecidos pela fumaça teórica que lhes ensinam na sala de aula”. Pois eu acredito que existam desmiolados mesmo. Principalmente porque esses estudantes, pelo que vejo, são os pioneiros na implantação das brincadeiras e da “modinha” das gírias advindas do filme. Além do mais, o longa, como tudo que o homem escreve, fotografa e filma, é um recorte da realidade, e, portanto, não é possível chegar à verdade absoluta. O filme de fato exagera, tem um toque de ilusão, mas mostra uma realidade dura de ser encarada pelo homem. Fausto neto diz em sua obra: “O mundo se dá a conhecer através da ilusão”.

Felipe Izar

domingo, 21 de outubro de 2007

Tem 6 anos...

Tava conversando com o Pedro hj... E a gente estava discutindo os motivos pelos quais a patota não é mais AQUELA patota. E essa reflexão me fez escrever um texto. Meio tosquinho e mal escrito por que meu negocio mesmo são os números e não as palavras.

A Patota era o Pedro. Era o Lucas, a Julia, o Hector, a Cla, o Leandro, o Diogo. Tinha a Vinha, Vivi, Lais, Januzzi, Fê Januzzi, Ludmila e de vez em quando a Lívia e uma paixão não correspondida. Ai teve um aniversário de 18 anos, no nosso prédio, o nosso QG. E a patota cresceu. Veio o Deco, o Bruno, um tal de Chuck , o Felipe (que hoje é Pips) e o Duduuuuuuu. E continuava tendo os que só apareciam de vez em quando: Simone, Izabela, ET e tinha até um Alemão. Tinha festinhas no prédio, quando chamavam todo mundo e todo mundo ia, com violão birita e muita zuação. Tinha até uma banda. Que era mais do que Swat, era a banda da patota. E a gente ia aos ensaios, aos shows e todo mundo era do fã clube. Tiveram várias festas surpresas e um carnaval inesquecível. O esporte da patota era jogar vôlei com uma bola invisível. Tinha os vidrinhos suspeitos e garrafas pet com vodca e fanta laranja. Um ônibus São João- Tiradentes. Várias musiquinhas. Um João que era o bonito e outro que era o feio. Ai teve um aniversário em Ouro Branco... E mais vidrinhos suspeitos e pessoas malucas. Tinham as festas num terraço. E a galera ficava insana. E mais outro carnaval. E com ele, pessoas novas. Uma maluca que todo mundo adorou. Um primo chato, um Mário, e outro que até cheirou acetona. E teve uma hora que todo mundo chorou. E mais bebedeira. E mais churrascos. E mais aniversários. E nesse meio aparecem mais nomes, Andressa, Julia, Fabio, Lopes, Maria, Xande (que até então era Duduzinho). Teve uma festa à fantasia. Um ponto de Encontro. Namoros começam. Namoros terminam. Novo lugar pro carnaval: Diamantina! E um monte de gente diferente. Até que em fim veio a Jana, Veio a Aninha, o Pedro. Teve uma ladeira gigante. Teve peido de amigo e mais gente bêbada chorando. Mais Ouro Branco, Esmeraldas. Mais churrascos e muitos trotes. Uma Maruero que tentou, em vão, ser Swat. Mais namoros. E a patota é só pegação. Beijo de Patotense combina com beijo de patotense. Aparece uma Mariana, um Bob Esponja, um Zé carnaval, uma Carol e um outro Bernardo. Teve a copa e teve Abaeté, maciotas e muitas festas e viagens malucas.
(.
..) [Reticências por que a patota continua fazendo história]
E assim caminha essa Patota!
Uns estão formando, morando em outro lugar. Alguns a gente nem sabe mais onde esta.

E eu sinto falta de mais festa no prédio dos meninos, sinto falta do violão e do beber por beber na casa de alguém. Lembra? Dos programas patotescos? Era assim que eles se chamavam...

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Uma nova Tropa de Elite passa pelo Rio...

O Rio foi mais ou menos assim: uma delícia. Ela conta pra vocês...
Numa sintonia perfeita eles chegam ao mesmo tempo. Juntos. E juntos foram bebemorar a beleza daquele lugar. Um brinde ao acaso, ao show e àquela união. E ainda era quinta-feira.
Mar combina com madrugada. Madrugada rima com empolgada e empolgada era aquela turma, que foi parar em Ipanema. E a sexta chegou cedo.
Se você que lê conhece um tal de Felipe Izar sabe que ele acorda antes de todo mundo. E sabe que ele acorda os outros. Naquele dia não foi diferente. Acordados, música, sol, céu azul, praia.
Pôr-do-sol, fim da cerveja, casa. Uma casa ótima. Com música que não acabava mais. E o som bem alto pra animar. Eles tinham bom gosto. Incubus, Rolling Stones, Mutantes, David Gilmour, Eric Clapton, Robert Plant, Red Hot, Jeff Healey, Paul McCartney, Elis e vaaaarios outros de babar vendo o DVD.
Falando em DVD, o comentário pegou geral... Ô zero dois, tu é muleque 02. Pede pra sair, pede pra sair... Faca na caveira, nada na carteira... Sim, eles também assistiram Tropa de Elite. E decoraram todas as falas. Mas a sexta ainda não acabou.
Lapa. Ah, a Lapa. Eles deliraram com o arco, com as pessoas, com o movimento, com as diferenças, com o circo, com todas as possibilidades que aquele lugar oferecia. Uns foram para o baile funk, outros para o bar/boate e outros para o bar/cerveja. Todos voltaram mais empolgados do que foram.
Sábado era o grande dia.
A manhã passou rápida. Na cama. A tarde chegou e a praia já estava cheia. Ficaram lá até o sol se pôr desfrutando bem o último dia juntos no/do mar. E assim abandonaram a idéia de ver a oitava maravilha do mundo. E a noite veio.
Incubus, Barra, Patota. Um show que eles não vão esquecer.
A volta revela que o fim de semana estava chegando ao fim. Realmente tudo que é bom dura pouco. Mas o suficiente para ser lembrado.
E eles voltaram felizes pra casa.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Tropa de Elite

Vale a pena ver de novo!!!

Ô 02, tu é muleque 02. Pede pra sair, pede pra sair.

Bandido bom é bandido morto.

Bota na conta do papa.

Faca na caveira, nada na carteira.

- Na cara não por favor, vai estragar o meu enterro !
- Na cara não é? Filha da puta. Ô 07 passa a doze ai !!!

Homem de preto que é que voce faz?
Eu faço coisas que assusta o satánas.
Homem de preto qual é sua missão?
Entrar pela favela e deixar corpo no chão.

sábado, 13 de outubro de 2007

A saga do poeta:.

O poeta tem a alma do sonhar. E no fundo o receio em se apegar. É ser livre, se entregar, errar. Sentir a dor profunda da tristeza, mas como mais ninguém sentir a alegria de um olhar. É saber enxergar o poço imundo como belo, se encantar. Fantasiar cada gesto como se quer ver; procurar, mergulhar até o cansar, o renascer. É o pôr do sol até o seu amanhecer.
A fotografia de uma pétala no lixo. A melodia do que não foi resolvido. A pureza e o esgoto de um rio. A madeira e o desgosto do fogo. A dúvida do ser, estar; a capacidade de reinventar. A infinitude.
É batutar e não se importar. É agir de coração. É sentir a emoção da tentação. Encarar. Não se poupar, aceitar e não paragmatizar. É o silêncio, a tempestade. O desatino. Respirar. É a erva, o céu, a flor da terra e a correnteza que bate. É penetrar em cada estação, de curta ou longa duração.
E girar dentro de sua moradia. É não saber viver em ponto, eu conto: é poder voar.


(Kel Mello)

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

por aí...

"Pode ser, pode não ser. Filosofaram. Às vezes acredito. E não estou preocupada com a instauração de nenhuma convicção. Nunca estive. Já fui condenada por não tê-las, ou de tê-las frouxas. Nunca quis ter domínio sobre nada, a não ser, de vez em quando, sobre mim mesma. Mesmo assim só quando achei necessário. Se sou insegura é porque sou capitã, não sou marujo. Não obedeço ordens nem tenho trabalho a cumprir: comando meu barco e como o vento muda eu tenho que parar para pensar. Busco cada vez mais a dúvida, o descontrole, mas não estou num barco à deriva. Quem me descontrola sou eu. Quando me descontrolo estou tentando ser ou deixar de ser. Não dependo de vento nem de maré. Gosto de onda. Gosto de me deixar partir.
Tenho tentado usar uma aliança aberta, mas ela às vezes se engancha no primeiro que passa. Aliança-anzol. Pequenas felicidades me enobrecem. Como por exemplo, parar de dizer “ele” e começar a dizer “você”. Não amo mais quem não me ama. Amo quem eu acho que me ama. Se estiver amando errado de novo, não tem problema: me arrependerei. Pois eu arrependo. Não se arrepender é não (re)ver. Nada me impede de mudar de opinião, se, no momento em que eu a defendo, sou eu, sinto que sou eu. Quando deixo de sentir que sou eu, é que sou eu, com uma nova possibilidade de ser."
Christiane Tassis.. e eu podia jurar que ela estava falando de mim.

terça-feira, 2 de outubro de 2007

João do vídeo - Parte 3

... e a saga continua.

O próximo vai ser mais legal. O João garantiu.

Seja criativo e sugira algo q presta aki óh:
htt://joaodovideo.blogspot.com