quarta-feira, 29 de agosto de 2007

João do vídeo - Melhores momentos da Parte 1

Ajudem o cara aí.. semana q vem ele vai fazer outro video c as melhores sugestões e as tentativas que deram ou nao certo. Será q a sua estará entre elas?

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

O homem no confessionário

Tive a sensação de que era o segundo casamento que eu prestigiava. Sábado, meio dia, em uma igreja. Não me agradou. Tive que acordar mais cedo no fim de semana, eu estava com fome e o casório era na hora do almoço; e também achei que os casamentos modernos não eram mais realizados em igrejas. Mas não posso reclamar. Minha presença não era essencial, fui convidado apenas por educação da noiva, que fazia questão do comparecimento dos meus pais. Eu queria era sair um pouco com minha família, rever um ex-amigo e aproveitar a bebida e a comida da festa, que aconteceu logo em seguida à união dos noivos.
Mas vamos à cerimônia de casamento. As pessoas estavam em silêncio na igreja, apenas o padre falava. Ele proferia algo como de fidelidade eterna a companheira ou ao companheiro e a Deus, palavras que nos dias de hoje geram alguma incredulidade. O silêncio era muito mais em respeito aos noivos do que à igreja. A ideologia desta instituição anda um pouco desgastada no imaginário dos indivíduos, principalmente, como naquele casamento, com a "imagem" negativa que boa parte da classe média brasileira tem deste centro religioso.
A vontade de ir embora e o tédio das pessoas aumentavam cada vez mais. Principalmente dos jovens, desacostumados com este tipo de acontecimento. Eram aqueles momentos em que sempre evoco o clichê de que 20 minutos se transformam em duas horas. Ou como disse um amigo em uma letra de música: “um passatempo que faz o tempo parar”. Mas no caso dele o passatempo era uma mulher. Eu não estava com a mesma sorte. Torcia, pelo menos, para que algo inusitado acontecesse. Mas era sempre Silêncio, padre falando, Amém.
Subitamente o momento mágico. Um barulho moderno, contrastando com o ambiente bucólico da igreja. E todos estavam rindo, como se algo superasse o respeito que antes reinava. Eu ri sem saber por que e, ao mesmo tempo, procurava o motivo da alegria para rir de verdade. Logo achei. Era um homem mais velho, que correu como em uma disputa de um torneio de atletismo e encostou-se no confessionário da igreja. Ele sussurrava algo e estava nervoso, como se estivesse xingando o padre que estava dentro da “cabine” de confissões. Também tentava esconder de todos e não conseguia. Parecia que iria quebrar o confessionário para sumir das pessoas e encher o suposto padre de pancadas.
Mas o motivo de tanta reviravolta já estava mais que evidente. Naquele ambiente tranqüilo e de respeito todos ouviram o toque de um meio de comunicação que se popularizou no século XXI e sempre está em companhia das pessoas, o celular. Um aparelho que deixa o indivíduo 24 horas disponível e que, por isso, você pode conversar com ele a hora que quiser. Se ele estiver dormindo você pode acordá-lo. Se ele estiver no trabalho você pode atrapalhá-lo. Se ele estiver na igreja para um casamento você pode “alegrar a cerimônia”, fazer com que o indivíduo passe vergonha e nunca mais se esqueça de desligar o aparelho em um ambiente como aquele.
Seria bom se o desenvolvimento da tecnologia fosse ilimitado, pois facilita as tarefas do homem, mas com um limite que proporcione um mínimo de respeito ao ser humano.
Felipe Izar

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Depilação (versão masculina)

Estava eu assistindo TV numa tarde de domingo, naquele horário em que não se pode inventar nada o que fazer, pois no outro dia na segunda-feira, quando minha esposa deitou ao meu lado e ficou brincando com minhas "partes". Após alguns minutos ela veio com a seguinte idéia :
Por que não depilamos seus ovinhos, assim eu poderia fazer "outras coisas" com eles.
Aquela frase foi igual um sino na minha cabeça. Por alguns segundos fiquei imaginando o que seriam "outras coisas". Respondi que não, que doeria coisa e tal, mas ela veio com argumentos sobre as novas técnicas de depilação eu não tive mais como negar. Concordei.
Ela me pediu que ficasse pelado enquanto buscaria os equipamentos necessários para tal feito. Fiquei olhando para TV, porém minha mente estava vagando pelas novas sensações que só acordei quando escutei o beep do microondas.
Ela voltou ao quarto com um pote de cera, uma espátula e alguns pedaços de plástico. Achei meio estranho aqueles equipamentos, mas ela estava com um ar de "dona da situação" que deixaria qualquer médico urologista sentindo-se como residente. Fiquei tranqüilo e autorizei o restante do processo. Pediu para que eu ficasse numa posição de quase-frango-assado e liberasse o acesso a zona do agrião. Pegou meus ovinhos como quem pega duas bolinhas de porcelana e começou a passar cera morna. Achei aquela sensação maravilhosa!!
O Sr. Pinto já estava todo "pimpão" como quem diz: "sou o próximo da fila"!! Pelo início, fiquei imaginando quais seriam as "outras coisas" que viriam.
Após estarem completamente besuntados de cera, ela embrulhou ambos no plástico com tanto cuidado que eu achei que iria levá-los para viagem.
Fiquei imaginando onde ela teria aprendido essa técnica de prazer: Na Tailândia, na China ou pela Internet mesmo. Porém, alguns segundos depois ela esticou o saquinho para um lado e deu um puxão repentino.
Todas as novas sensações foram trocadas por um sonoro PUTAQUEOPARIU quase falado letra por letra.
Olhei para o plástico para ver se o couro do meu saco não tinha ficado grudado na cera. Ela disse que ainda restaram alguns pelinhos, e que precisava passar de novo. Respondi prontamente: Se depender de mim eles vão ficar aí para a eternidade!!
Segurei o Dr. Esquerdo e o Dr. Direito em minhas respectivas mãos, como quem segura os últimos ovos da mais bela ave amazônica em extinção, e fui para o banheiro. Sentia o coração bater nos ovos. Abri o chuveiro e foi a primeira vez que eu molho o saco antes de molhar a cabeça. Passei alguns minutos só deixando a água escorrer pelo meu corpo.
Sai do banho, mas nesses momentos de dor qualquer homem vira um bebezinho novo: faz merda atrás de merda. Peguei meu gel para barba com camomila "que acalma a pele", enchi as mãos e passei nos ovos. Foi como se tivesse passado molho de pimenta. Sentei na privada, peguei a toalha de rosto e fiquei abanando os ovos como quem abana um boxeador no 10° round. Olhei para meu pinto. Ele era tão alegrinho minutos atrás, estava tão pequeno que mais parecia que eu tinha saído de uma piscina 5 graus abaixo de zero.
Nesse momento minha esposa bate na porta do banheiro e perguntou o que estava acontecendo. Aquela voz antes aveludada ficou igual um carrasco mandando eu entregar o presidente da revolução.
Saí do banheiro e voltei para o quarto. Ela estava argumentado que os pelos tinham saído pelas raízes, que demorariam voltar a nascer. "Pela espessura da pele do meu saco, meus netos irão nascer sem pelos nos ovos", respondi.
Ela pediu para olhar como estavam. Eu falei para olhar com meio metro de distância e sem tocar em nada!!
Vesti a camiseta e fui dormir (somente de camiseta). Naquele momento sexo para mim seria somente para perpetuar a espécie humana.
No outro dia pela manhã fui me arrumar para ir trabalhar. Os ovos estavam mais calmos, porém mais vermelhos que tomates maduros. Foi estranho sentir o vento bater em lugares nunca antes visitados. Tentei colocar a cueca, mas nada feito. Procurei alguma cueca de veludo e nada.
Vesti a calça mais folgada que achei no armário e fui trabalhar sem cueca mesmo.
Entrei na minha sessão andando igual um cowboy cagado. Falei bom dia para todos, mas sem olhar nos olhos. E passei o dia inteiro trabalhando em pé com receio de encostar os tomates maduros em qualquer superfície.
Resultado, certas coisas devem ser feitas somente nas mulheres. Não adianta tentar misturar os universos masculino e feminino.

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Acreditar ou não acreditar na OAB?

Está no ar, nos blogs, nas revistas, na tv, no orkut e até nos botequins da minha cidade, a campanha "Cansei", promovida pela OAB.
Trata-se de um "Movimento Cívico pelo Direito dos Brasileiros que, liderado pela Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional São Paulo e com a participação de diversas entidades e lideranças da sociedade civil, visa sensibilizar os brasileiros a pararem durante um minuto, às 13 horas do dia 17 de agosto, quando o acidente com o avião da TAM completará 30 dias."

Eles juram que não tem cunho político. Será?
Sinceramente eu não sei se acredito, mas concordo que chegamos em um ponto que tá difícil piorar. Então, político ou não, se é uma tentativa de acordar o Brasil eu apóio.

Pra mim é tudo culpa do maldito "jeitinho brasileiro" que deixa a coisa mais ou menos como esse soneto de Glauco Mattoso em Geléia de Rococó..

"Barulho é o que se faz na poesia,
de dentro para fora do poema.
Se não for ruidoso o próprio tema,
a forma desafina a melodia.
Se o atonal virou monotonia,
resolve-se na crítica o problema.
É só polemizar, com tinta extrema,
se a pança deve estar ou não vazia.
A fome, última instância do organismo,
define o decibel do belo artístico,
que vai de zero a dez em ativismo.

A coisa se resume neste dístico:
Mais pintam de fatídico um abismo,
maior seu interesse e grau turístico."

Clique aqui para saber mais sobre a campanha "Cansei".

segunda-feira, 25 de junho de 2007

2º Festival de Inverno da Savassi


"A partir do dia 1º de julho, a região da Savassi se transformará mais uma vez em um pólo de manifestações culturais e artísticas presentes na segunda edição do Festival de Inverno da Savassi. Neste ano, maior e abrangendo mais estabelecimentos, o festival tem como tema central “Cultura e Regeneração Urbana”.


Quadrinhos, cinema e vídeo, intervenções urbanas, música, literatura, body art, artes performáticas, gastronomia, humanidades, design, produção cultural, jornalismo, ativismo ecológico, comercio local, moda e artes plásticas estarão presentes no festival por meio de workshops, palestras, desfiles, exposições, mostras, apresentações, cursos, degustações, shows, oficinas e demais manifestações.


A idéia não é outra senão movimentar a Savassi e Belo Horizonte durante 2 semanas e transforma-la em um cenário único de cultura. Mais de 35 estabelecimentos serão parceiros este ano na empreitada e as programações criadas por eles poderão acontecer em seus próprios espaços ou em outros alternativos. Atividades de intervenção urbana e ativismo ecológico incentivarão a interação dos participantes com o espaço público e com os equipamentos urbanos em geral. Desta forma o Festival de Inverno da Savassi 2007 celebra a vida urbana, mostra como esta pode ser melhor e incentiva o potencial comercial da mais charmosa região da cidade. O 2º Festival de Inverno da Savassi é uma produção do Instituto Cidades Criativas e ArtBhz e uma realização do Café com Letras. O Festival conta, este ano, com o apoio da Lei de Incentivo a Cultura Municipal sendo patrocinado pelo Centro Universitário UNA."
Informações tiradas do blog da Ana.
Pra quem quiser saber mais clique aqui!




quinta-feira, 21 de junho de 2007

Futuros amigos

Ainda meio tonta vinda de um sono leve e conturbado finalmente acordei.
- Pega um copo de água! – lentamente, com ânsia, mas quase sem forças murmurei.
Ele só se remexeu, puxou as cobertas e me deu as costas quase sem escutar.Indignada, exclamei qualquer xingamento sem razão.
Pouco depois nos levantamos e rindo juntos a um amigo sobre os esquecimentos da noite passada, como de praxe, senti algo estranho.Logo então saímos, íamos almoçar na casa de sua avó.Era um almoço padrão, família, tias e tios sentados em volta à mesa e as conversas comuns, alheias que perduram horas.
- Passa o suco. – de maneira normal, a ele disse.
Foi quando olhei para o lado e surpreendentemente me deparei com um desconhecido.
Já haviam se passado três anos. Cheguei sem convites e logo fui apresentada aos outros pelo amigo que até lá havia me levado, e quase todos que já alterados, fizeram alegria e festa!
O engraçado é como as situações se repetem em nossas vidas e nem sempre sabemos explicar os motivos; Desta vez algo comum aconteceu, o surgimento de uma sensação (ou uma previsão, não sei) inquietante, por muitas vezes impertinente e até cativante.
- Engraçado, parece que lhe conheço de algum lugar! – disse “do fundo” de minha sinceridade.
- É, sempre me dizem parecer alguém, não sei por quê! – rindo ele respondeu.
Sim, já se passaram três anos e de repente me deparei assentada em volta de uma mesa com novos desconhecidos, uma mesma comida, agora provinda de outras mãos, uma tarde cotidiana e aquela mesma cara estranha ao meu lado. O mundo em suas muitas voltas e eu, que nunca poderia ter imaginado tantas histórias juntos, a forte existência de uma cumplicidade desde em porres violentos, manhãs que mais parecem um esboço de vida a conversas filosóficas e conselhos, cuidados pessoais.
Cheguei em casa e procurei esquecer o que havia se passado por entre as muralhas de minha cabeça. Tomei um banho, me troquei e fui de encontro aos compromissos já marcados para aquela noite. E no caminho, como um estalo, em um lugar movimentado mas com meu ser a sós é que percebi, fui descobrir. A resposta clara chegou em meio ao futuro, por uma sensação de um momento no passado e uma estranheza do presente.
Já haviam se passado três anos, e de repente em meio a um turbilhão de devaneios, a uma confusão mestiça de pensamentos, tão esclarecida, comigo mesma exclamei: -Eu sabia que conhecia aquele cara de algum lugar!

(Raquel Mello)

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Non Stop Motion

Pra quem ficou com preguiça de clicar no link do post antigo...

A incansável busca pela roupa ideal usando a técnica de stop motion, feita somente com FOTOS!
Uma crítica despretensiosa e bem humorada ao consumismo e a preocupação exclusiva com o visual.


Uma produção de Lucas Moraes e Pedro Nicoli

Acho que fica melhor postado assim né Lucas? To ficando craque em assuntos de blogs!

terça-feira, 19 de junho de 2007

Saudades


Já faz tempo que saí.
Deixei a porta aberta porque sei que vou voltar pra essa festa.
De longe ainda vejo ques ilustres convidados. E já me bate esse sentimento nostálgico.
Tem um que ri maleficamente divertido,
Um que fala que é mal, mas que é um doce de pessoa, amado por todos,
Um que acaricia a barriga e joga seu charme,
Uma que ama incondicionalmente a todos os convidados,
Uma que já fala com outro sotaque,
Um que toca o violao, mas é muito doidao,
Um quase médico (e já meio doido)
Um aspirante a médico (e já totalmente louco)
Uma que dança horas sem parar numa festa frenética,
Um que, como aquele do início, tem uma risada peculiar, parece até desenho animado,
Uma que briga, chora, grita, ri, num turbilhao de sentimentos que também encanta a todos,
Um que nao perde uma festa e tá sempre INSANO no final,
Um que adora contrariar, mas que ta sempre com a gente
Um que está a cada dia mais forte, e mais peça rara, com um cabelo diferente,
Um caçula que ganhou o carinho de todos rapidamente,
Uma que entrou sem pedir licença e ja ganhou seu espaço


e Um que morre de saudades cada vez que pensa em tudo que ja passou com cada Um desses que agora estao distantes, mas que sem dúvida se reencontrarao em breve, pra continuar essa festa que nao pode acabar...

Abraços saudosistas,

Lucas

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Hola a todos
Agora sou membro também, e já atendendo à sugestao da Jana, coloco aki o link do meu Video em Stop Motion.
Depois, queria que alguem o colocasse na sessao links, junto ao link do outro blog.
Abraços e saudades,

Lucas

http://www.youtube.com/watch?v=UDrxvXd9lxA

domingo, 3 de junho de 2007

A flor

Um dia, a rosa encontrou a couve-flor e disse:
- Que petulância te chamarem de Flor! Veja sua pele áspera e a minha lisa e sedosa ... seu cheiro é desagradável e meu perfume sensual e envolvente ... veja, seu corpo é grosseiro e o meu delicado e elegante ... Eu sim, sou uma flor!!!
E a couve-flor respondeu:
- Hellllloooooo, Queridaaaaaaa !!! De que adianta ser tão linda se ninguém te come???!!!

AUTO-ESTIMA É TUDO NA VIDA!!!