Ainda meio tonta vinda de um sono leve e conturbado finalmente acordei.
- Pega um copo de água! – lentamente, com ânsia, mas quase sem forças murmurei.
Ele só se remexeu, puxou as cobertas e me deu as costas quase sem escutar.Indignada, exclamei qualquer xingamento sem razão.
Pouco depois nos levantamos e rindo juntos a um amigo sobre os esquecimentos da noite passada, como de praxe, senti algo estranho.Logo então saímos, íamos almoçar na casa de sua avó.Era um almoço padrão, família, tias e tios sentados em volta à mesa e as conversas comuns, alheias que perduram horas.
- Passa o suco. – de maneira normal, a ele disse.
Foi quando olhei para o lado e surpreendentemente me deparei com um desconhecido.
Já haviam se passado três anos. Cheguei sem convites e logo fui apresentada aos outros pelo amigo que até lá havia me levado, e quase todos que já alterados, fizeram alegria e festa!
O engraçado é como as situações se repetem em nossas vidas e nem sempre sabemos explicar os motivos; Desta vez algo comum aconteceu, o surgimento de uma sensação (ou uma previsão, não sei) inquietante, por muitas vezes impertinente e até cativante.
- Engraçado, parece que lhe conheço de algum lugar! – disse “do fundo” de minha sinceridade.
- É, sempre me dizem parecer alguém, não sei por quê! – rindo ele respondeu.
Sim, já se passaram três anos e de repente me deparei assentada em volta de uma mesa com novos desconhecidos, uma mesma comida, agora provinda de outras mãos, uma tarde cotidiana e aquela mesma cara estranha ao meu lado. O mundo em suas muitas voltas e eu, que nunca poderia ter imaginado tantas histórias juntos, a forte existência de uma cumplicidade desde em porres violentos, manhãs que mais parecem um esboço de vida a conversas filosóficas e conselhos, cuidados pessoais.
Cheguei em casa e procurei esquecer o que havia se passado por entre as muralhas de minha cabeça. Tomei um banho, me troquei e fui de encontro aos compromissos já marcados para aquela noite. E no caminho, como um estalo, em um lugar movimentado mas com meu ser a sós é que percebi, fui descobrir. A resposta clara chegou em meio ao futuro, por uma sensação de um momento no passado e uma estranheza do presente.
Já haviam se passado três anos, e de repente em meio a um turbilhão de devaneios, a uma confusão mestiça de pensamentos, tão esclarecida, comigo mesma exclamei: -Eu sabia que conhecia aquele cara de algum lugar!
(Raquel Mello)
quinta-feira, 21 de junho de 2007
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4 comentários:
-Tenho um presente pra vc Bruno. (eu digo)
-Por que?(Brunogro responde)
-Porque sim uai!(eu)
-Hahahah(Brunogro)
[..]
-Taí!(eu)
esse q era o presente??
hahahahahha
fico mto bom o texto kel, presentão!
Aposto que o Brunogro achou que era uma calca nova!ta precisando!hahahah mas minhas condicoes de presentear sao mero intelecto hahahahah,c ele n gostar proxima vez passo no mercado central e compro um peixinho!hahahah
´´O mundo em suas muitas voltas e eu, que nunca poderia ter imaginado tantas histórias juntos, a forte existência de uma cumplicidade desde em porres violentos, manhãs que mais parecem um esboço de vida a conversas filosóficas e conselhos, cuidados pessoais.``
Isso caberia a quase todos vcs patotenses!É o que sinto na Patota!
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