Sexta eu encontrei aquela galera.. E parece que voltei naqueles tempos.
A gente andou conversando. Um papo de que nada é como antes. Não é mesmo.
O que aconteceu com a gente? Com o tempo? Com a vida? Por que?
Eu sei esse negócio de com o tempo a gente cresce e as coisas mudam e as pessoas passam e outras pessoas surgem e a vida vai e um namora aqui o outro namora lá o outro vai mudar e um vai voltar e outro só que vadiar e por aí vai.. Mas eu não quero saber. Eu só quero a mesma coisa de sempre. Todo mundo ali, feliz e junto. Fica de boa que eu to de boa. Eu quero ela.
Por favor.
Minha casa ta aberta, pronta pra recebê-la. Quarta tem jogo do Brasil, se ela animar pode ser lá.
Como antigamente, sabe? Uma musiquinha, um poquer, umas cervejinhas, fotos e ela. A minha Patota.
domingo, 15 de junho de 2008
terça-feira, 3 de junho de 2008
quinta-feira, 15 de maio de 2008
Ópera do Malandro
É a típica idéia errada que deu certo..... algum estúpido disse numa mesa de bar! E se a gente fizesse uma ode aos anos 80 com trilha sonora do Sérgio Malandro! Levaram a sério! E muita gente boa..... o resultado ficou legalzinho..... pra todo mundo que nasceu na década de oitenta dá pra rir um pouco! vou falar muito mais não, vejam o vídeo...
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quinta-feira, 24 de abril de 2008
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
Escolhemos o êxtase como estado emocional. Escolhemos o amor como nutriente. Escolhemos a tecnologia como vicio. Escolhemos a música como religião. Escolhemos o conhecimento como moeda. E não escolhemos nada com política. Escolhemos a utopia como sociedade, ainda que saibamos que nunca acontecerá.Você pode mos odiar.Você pode nos ignorar.Você pode não nos entender.Você pode nem mesmo saber da nossa existência.Nos apenas esperamos que você não se importe em não julgar-nos.Porque nos nunca julgaremos você.Nós não somos criminosos.Nós não somos desiludidos.Nós não somos viciados em drogas.Nós não somos crianças ingênuas.Nós somos uma massa, uma aldeia tribal global que transcende as leis feitas pelo homem, a física, a geografia e o próprio tempo.Nós somos uma Massa. A Massa.No principio fomos tragados pelo som vindo de longe, trovejando, abafado, ecoando uma batida comparada com o coração de uma mãe acalmando uma criança em seu útero de concreto, metal e fios elétricos.Nós fomos sugados de volta pra dentro deste útero, e lá dentro, no seu calor, na sua umidade e escuridão nós chegamos a aceitar o fato de que somos todos iguais não apenas perante a escuridão e para nos mesmos mas perante essa mesma música batendo e nos passando através de nossas almas: nós somos todos iguais em algum lugar próximo a 35hz nós podemos sentir uma mão alheia em nossas costas.Empurrando-nos pra frente, nos forçando a fortalecer nossas mentes, nossos corpos e nossos espíritos nos levando a virar para a pessoa do nosso lado e juntar as mãos. Leva-las pra cima dividindo a incontrolável alegria que nós sentimos pela desta bolha mágica que pode, por uma noite, proteger-nos dos horrores, atrocidades e poluição do mundo exterior.E foi nesse exato instante, com essas percepções iniciativas, que cada um de realmente nasceu. E nós continuamos a espremer nossos corpos em clubes, fazendas ou galpões que foram abençoados... nós trazemos vida para esses lugares por uma noite e um dia.Vida forte, latente, vibrante em sua forma mais pura, mais intensa e mais hedonista nesses espaços temporários. Nós buscamos nos livrar do fardo da incerteza pelo futuro que vocês não foram capazes de estabilizar pra nós. Nós buscamos ignorar nossas inibições, e livra-nos das algemas e restrições que vocês colocaram em nós para a paz das tuas próprias mentes.Nós buscamos reescrever a programação em que vocês tentaram nos doutrinar desde o minuto em que nos nascemos. Programação que nos diz para odiar, nos diz pra julgar, nos diz para nos enfiarmos dentro do ninho de pombo mais próximo e conveniente possível. Programação que até mesmo nos diz para subir escadas por vocês, pular através de aros, correr em labirintos e em rodas de hamsters. Programação que nos diz para comer da brilhante colher de prata com a qual vocês tentam nos alimentar ao invés de nos nutrir com nossas próprias mãos tão capazes. Programação que nos diz para fecharmos nossas mentes, ao invés de abri-las. Até que o sol nasça para queimar nossos olhos ao revelar a realidade distorcida de um mundo que vocês criaram para nos. É preciso coragem para fazer aquilo que se deseja. Outras pessoas tem um monte de planos para você.Dançamos vigorosamente com nossos irmãos e irmãs em celebração da nossa cultura e dos valores nos quais nós acreditamos:Paz, Amor, Liberdade, Tolerância, Unidade, Harmonia, Expressão, Responsabilidade e Respeito.Nós escolhemos a ignorância com nosso inimigo. Nós escolhemos a informação com nossa arma. Nós escolhemos o crime de burlar e desafiar quaisquer leis que vocês criem para nos impedir de celebrar a nossa existência.Mas saiba que enquanto você pode acabar com qualquer festa. Em qualquer noite. Em qualquer cidade. Em qualquer pais ou continente deste lindo planeta, você nunca poderá acabar com a festa inteira. Você não tem acesso a esse controle. Não importa o que você pense. A musica nunca vai parar. A batida do coração nunca vai desaparecer. A festa nunca vai acabar.
sei que o blog serve pra textos nossos..... mas esse manifesto da trance music (trance é musica??) é mto fino....... é meio q um manisfesto da nossa geração
sei que o blog serve pra textos nossos..... mas esse manifesto da trance music (trance é musica??) é mto fino....... é meio q um manisfesto da nossa geração
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
Uma nova pinta:
Mais uma viagem conquistada pelas lembranças. Após quatro anos retornei ao mesmo lugar. Com ânsia, pelo caminho refleti sobre tudo que nesse, com esse tempo se passou. No passado fui atrás de um certo amor. Na atual viagem, atrás de qualquer tipo de amor. E acima de todas as loucuras que com ela fizeram pela minha cabeça passear, o desejo de resgatar. Sim, as coisas positivas que com o tempo deixei que a vida deixasse. Pensei, pensei muito. Sempre penso muito. As vezes consigo silenciar, mas dessa vez o que queria mesmo era extravasar. E resgatar pedaços perdidos da identidade. Procurei em minhas lembranças cada um dos passos e suspiros antigos. Tentei encarar. Encarei. E vi como atitudes marcam, mas os sentidos com o tempo se esvaem. Consegui engolir tudo o que recebia a todos os momentos sem mastigar. E quando fui digerir cai na cama. Se passaram muitas coisas, e por menores que fossem elas meu cérebro era capaz de destrinchá-las. No começo da estada estava na ânsia por encontrar. Reencontrar o meu eu que por ali havia estado. Fui interrompida. Depois corri atrás daquela menina que antigamente, habitava em mim. E em meio a tudo, todas aquelas pessoas, todas as festas, todos os desejos, todos os barulhos e todo o silencio encontrei algo que aquela menina também encontrou, mas despercebida, sem procurar, não reparou. Encontrei novos fatos, novos sons, novos amigos, nova paixão, nova atração, novos momentos. Ela também havia encontrado, mas sem dar muito ouvidos a atenção. Procurando em tudo o que se passou ganhei uma experiência proposital de vida. E com a alma aberta e desprevenida, poderia ser mais surpreendida e trazer mais coisas naturais para a frente da vida. Como o que em meu braço surgiu, uma nova pinta. Mas acima de tudo encontrei o sentido do tempo que passou. Que o ritmo dos passos estão desvirtuados ao tempo que foge. Sobrevivi. Que eles só podem ser dados no tempo que corre. Vi com os mesmos olhos verdes com que enxergava o seu redor, aquela menina. Mas por outras janelas de percepção, fui ver que tudo é progressivo. Toda nova paixão. E que o tempo em toda sua razão, se resume em transformação.
(Kel Mello).
(Kel Mello).
quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
O sonho escondido
10 horas da manhã e o banco já estava cheio. As pessoas estavam mal humoradas, ora protestando em silêncio por um atendimento rápido, ora incrédulas ao protesto. João, um dos funcionários do banco, estava atendendo no caixa, onde os clientes abrem e fecham suas contas. As mãos habilidosas, sempre em busca do limite da velocidade, às vezes se embaralhavam nas teclas do computador. A pressão era muito grande e por isso ele evitava olhar para o rosto das pessoas. Talvez assim ele ficasse menos nervoso.
- Me empresta sua identidade, por favor, disse João.
O cliente apenas murmurou e entregou o documento.
- O senhor é solteiro?
- hunhum.
- Você quer cartão de crédito?
- Ah! Pode ser!
- E cheque especial?
- Com esses juros absurdos! De jeito nenhum!
- Tudo bem, senhor. Daqui a vinte dias o cartão chega a sua casa.
-Fazer o que, ne? Obrigado.
Assim João trabalhou durante toda a manhã. Independentemente do humor dos clientes as respostas eram sempre as mesmas. E ele recebia aquilo como se fosse um elogio. “O cliente está em primeiro lugar”. João respeitava essa frase com muito compromisso.
Subitamente ele olhou o relógio e estava na hora do almoço. O alívio confortou seu corpo, mas ele sabia que era por pouco tempo. A marmita fria foi requentada em um microondas no fundo de sua agência, pois não havia tempo de sair para comer; o período de descanso era de no máximo 15 minutos. João engoliu a comida, foi ao banheiro e logo voltou para o seu posto. Respirou fundo e com o rosto alegre continuou o trabalho.
- Tudo bem, senhor?, disse João.
- Tudo péssimo!, retrucou o homem.
- O que aconteceu?
- Tem essa taxa aqui que eu não sei o que é.
- Deixe-me ver. Senhor, essa tarifa é a CPMF, ela é obrigatória, o banco não pode resolver isso.
- Mas não é possível! Isso é um absurdo!
- Eu também acho, senhor. Mas o banco não pode fazer nada, o sistema não permite.
- Então, eu quero cancelar minha conta!
- Senhor, mas nós temos várias vantagens...
- Não quero saber, quero cancelar a conta!
- Tudo bem, eu vou ver o que posso fazer.
João pediu para o cliente aguardar e depois de alguns minutos voltou.
- Senhor, o gerente fez uma promoção especial. Durante três meses você pode comprar no cartão de crédito sem os juros aqui do banco.
- Hum, pelo menos isso! Obrigado.
Quatro da tarde e estava quase na hora de João terminar seu expediente. O banco ainda estava cheio e talvez ele passasse um pouco do tempo. Seu raciocínio já estava confuso devido ao cansaço. Uma mão massageava a outra para diminuir a tensão de tanto bater nas teclas. Ele já não agüentava aquilo, eram muitos anos de trabalho. Sua promoção no banco estava para sair, mas João não se conformava com a demora para subir de posto. O motivo de sua permanência era pela pressão da mulher, que alegava se preocupar com a tranqüilidade dos filhos. Além disso, João sempre ouvira da família que o mundo não estava fácil, que era preciso ter um emprego estável. Naquele fim de tarde, isso tudo passava por sua cabeça e, como sempre, em um intervalo pequeno de tempo.
De súbito, um homem mais velho sentou a sua frente e o cumprimentou. João ficou um pouco assustado, pela primeira vez alguém fora simpático e estava com um rosto acolhedor.
- Tudo bem, senhor?
- Eu estou ótimo, mas você parece cansado.
- É, senhor. O dia inteiro atrás dessa máquina não é moleza.
- Ah, deve ser extenuante mesmo. Mas então, por que você não sai de trás dela?
- Bem que eu queria, sou formado em jornalismo e até hoje não consegui realizar meu sonho. Queria ser um escritor, trabalhar em uma redação de jornal, em uma revista.
- Pois então vá rápido, nesse ritmo nem vai ter chance de sonhar de verdade. A velocidade dos seus dedos aqui apenas o leva para o mesmo lugar.
João parou de teclar como se estivesse estragado; era como o despertar de sua parte humana, escondida atrás da máquina de escrever dados.
- Pois então, senhor, qual é esse sonho?, indagou João, atônito.
- Ah, é um que chega tarde. Eu espero que você esteja preparado, ao invés de se arrepender.
- Me empresta sua identidade, por favor, disse João.
O cliente apenas murmurou e entregou o documento.
- O senhor é solteiro?
- hunhum.
- Você quer cartão de crédito?
- Ah! Pode ser!
- E cheque especial?
- Com esses juros absurdos! De jeito nenhum!
- Tudo bem, senhor. Daqui a vinte dias o cartão chega a sua casa.
-Fazer o que, ne? Obrigado.
Assim João trabalhou durante toda a manhã. Independentemente do humor dos clientes as respostas eram sempre as mesmas. E ele recebia aquilo como se fosse um elogio. “O cliente está em primeiro lugar”. João respeitava essa frase com muito compromisso.
Subitamente ele olhou o relógio e estava na hora do almoço. O alívio confortou seu corpo, mas ele sabia que era por pouco tempo. A marmita fria foi requentada em um microondas no fundo de sua agência, pois não havia tempo de sair para comer; o período de descanso era de no máximo 15 minutos. João engoliu a comida, foi ao banheiro e logo voltou para o seu posto. Respirou fundo e com o rosto alegre continuou o trabalho.
- Tudo bem, senhor?, disse João.
- Tudo péssimo!, retrucou o homem.
- O que aconteceu?
- Tem essa taxa aqui que eu não sei o que é.
- Deixe-me ver. Senhor, essa tarifa é a CPMF, ela é obrigatória, o banco não pode resolver isso.
- Mas não é possível! Isso é um absurdo!
- Eu também acho, senhor. Mas o banco não pode fazer nada, o sistema não permite.
- Então, eu quero cancelar minha conta!
- Senhor, mas nós temos várias vantagens...
- Não quero saber, quero cancelar a conta!
- Tudo bem, eu vou ver o que posso fazer.
João pediu para o cliente aguardar e depois de alguns minutos voltou.
- Senhor, o gerente fez uma promoção especial. Durante três meses você pode comprar no cartão de crédito sem os juros aqui do banco.
- Hum, pelo menos isso! Obrigado.
Quatro da tarde e estava quase na hora de João terminar seu expediente. O banco ainda estava cheio e talvez ele passasse um pouco do tempo. Seu raciocínio já estava confuso devido ao cansaço. Uma mão massageava a outra para diminuir a tensão de tanto bater nas teclas. Ele já não agüentava aquilo, eram muitos anos de trabalho. Sua promoção no banco estava para sair, mas João não se conformava com a demora para subir de posto. O motivo de sua permanência era pela pressão da mulher, que alegava se preocupar com a tranqüilidade dos filhos. Além disso, João sempre ouvira da família que o mundo não estava fácil, que era preciso ter um emprego estável. Naquele fim de tarde, isso tudo passava por sua cabeça e, como sempre, em um intervalo pequeno de tempo.
De súbito, um homem mais velho sentou a sua frente e o cumprimentou. João ficou um pouco assustado, pela primeira vez alguém fora simpático e estava com um rosto acolhedor.
- Tudo bem, senhor?
- Eu estou ótimo, mas você parece cansado.
- É, senhor. O dia inteiro atrás dessa máquina não é moleza.
- Ah, deve ser extenuante mesmo. Mas então, por que você não sai de trás dela?
- Bem que eu queria, sou formado em jornalismo e até hoje não consegui realizar meu sonho. Queria ser um escritor, trabalhar em uma redação de jornal, em uma revista.
- Pois então vá rápido, nesse ritmo nem vai ter chance de sonhar de verdade. A velocidade dos seus dedos aqui apenas o leva para o mesmo lugar.
João parou de teclar como se estivesse estragado; era como o despertar de sua parte humana, escondida atrás da máquina de escrever dados.
- Pois então, senhor, qual é esse sonho?, indagou João, atônito.
- Ah, é um que chega tarde. Eu espero que você esteja preparado, ao invés de se arrepender.
terça-feira, 1 de janeiro de 2008
Que falta que esses danadinhos fazem
Tem gente que acha que pode sair assim da vida da gente e demorar três meses pra voltar.. tem gente que acha que pode demorar até um ano.. e pior ainda quando o desaparecimento se dá por volta do natal, ano novo e carnaval.
Queria ser tipo um Todo Poderoso pra teletransportar todo mundo pra perto quando minha saudade ficasse insuportável. Quero todos eles aqui e agora. Pronto.
Quero também aqueles que estão aqui mas que não to vendo tanto.
Sou egoísta mesmo. Uma vez me deram uma turma de amigos maravilhosa e de repente fica tudo esquisito. Cadê todo mundo?
Agradeceria muito se alguns deles pudessem aparecer por aki e deixar um recado pra mim dizendo que tudo vai ser como antes.
Por favor.
Queria ser tipo um Todo Poderoso pra teletransportar todo mundo pra perto quando minha saudade ficasse insuportável. Quero todos eles aqui e agora. Pronto.
Quero também aqueles que estão aqui mas que não to vendo tanto.
Sou egoísta mesmo. Uma vez me deram uma turma de amigos maravilhosa e de repente fica tudo esquisito. Cadê todo mundo?
Agradeceria muito se alguns deles pudessem aparecer por aki e deixar um recado pra mim dizendo que tudo vai ser como antes.
Por favor.
segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
Um breve relato
Senhora Ivone, representante do Diretor Acadêmico;
Demais Autoridades e Professores aqui presentes;
Senhores Pais e Convidados;
Caros colegas:
Boa noite.
Fazer este discurso não foi fácil. Na verdade ele foi criado com aquele cachorro preto do Henfil das aulas da Glória correndo atrás de mim. Para quem não sabe, o tal cachorro preto é aquela urgência, a necessidade, o prazo estourando, o último dia. E publicitário é bom nisso! Você pode estar até doente, com o joelho arrebentado, mas se vem um cachorro preto, um doberman atrás de você, ninguém hesita. Todo mundo corre e, se preciso, até pula n'água sem saber nadar.
Bom, um discurso de formatura costuma se desenrolar como uma comédia, onde os formandos se sentem importantes e o orador sobe ao palco, declamando velhos-lugares comuns, repetindo elogios clássicos e se retira satisfeito. Todos aplaudem, todos sorriem. Tudo ocorre conforme as conveniências; afinal, formatura é formatura. Geralmente a platéia se comporta bem e não costuma atirar tomates no orador. Nesse quesito, eu espero que dessa vez não seja diferente.
E como oradora de uma turma de Publicidade e Propaganda acho que cairia bem começar vendendo o nosso peixe. Somos uma turma atípica e a diversidade é notável... Tem gente do Pará, do interior de Minas e até de Cabo Verde como vocês já perceberam. Uns migraram de outras turmas... Outros nem tinham uma turma certa e estão hoje aqui.. Tem ela que é 8 ou 80 e ele que usa all star. Ainda tem aquela querendo engravidar e aquela que já quis casar. Uma de cabelo colorido, outra que por culpa de um chiclete tem o cabelo curtinho e outro de apelido Cabelinho. Tem até gente fazendo aniversário hoje. Pessoas que entraram na Faculdade com muitos ideais, vontades muitas vezes utópicas, mas, sobretudo, sinceras. Uma multiplicidade. Uma mistura gostosa, que agora parte em busca de outras rodas.
E o tempo rodou num instante.
Somos publicitários. Transformamos a realidade. Desarranjamos. Revelamos. Infiltramo-nos nas noções preconcebidas e nos divertimos inventando novos caminhos. Provocamos e mudamos pontos de vista. Talvez sejamos fotógrafos, cineastas, produtores, artistas, designers, professores, cantores e porque não dizer médicos, hein Mudado?
Eh, e quem disse que a vida é fácil?
Fazer publicidade parecia simples assim. O curso feito para você. Uma carga horária viável, com direito a escapadinhas que refrescavam até pensamento. Começávamos o dia com uma energia que dá gosto e terminávamos quase sempre com uma boa idéia. Parecíamos viver sem fronteiras. Pois é; a primeira impressão nem sempre é a que fica. E na pele de um aspira aprendemos e sofremos muito com o projeto experimental e as intermináveis regras da ABNT. A vontade de colocá-los na conta do papa era grande.
Mas como missão dada é missão cumprida, aqui estamos. Formados. E essa pica agora não é mais nossa.
Daqui pra frente não teremos mais a vida dividida em semestres e pegar uma especial significará desemprego. Um trabalho mal feito e logo dirão "pede pra sair; pede pra sair". E digo mais: se num passado não muito distante alguns fanfarrões que diziam ser publicitários agiram com mal caratismo e desonestidade, a nossa obrigação é não deixar que o conceito de Publicidade; em latim, Publicus; em francês, Publicité; em alemão, Werbung... Os senhores estão anotando?
Então eu vou retomar o raciocínio. A nossa obrigação é não deixar que o conceito de Publicidade; em latim... (olhar para a platéia) brincadeira... É não permitir que a nossa profissão seja vista como desonesta... É sermos profissionais éticos e competentes. E isso os fanfarrões.. NUNCA SERÃO.
Semente, futuro, iniciativa, sonhos, coragem, imprevisibilidade, questionamento, refrões, mudança, criatividade, talento, produtividade, experimentação, risadas, caminhos. Histórias. De Maciotas a Cachorradas temos realmente muito para contar e fico com a certeza de que serão boas as lembranças e quem sabe, no meio delas, haja uma ou outra coisa que tenhamos aprendido sobre Publicidade e Propaganda.
E que venha o mundo!!
Obrigada.
Obrigada.
Janaína Salgado
Dezembro, 2007.
Para quem não viu, nem ouviu, este foi o meu discurso de formatura apresentado na colação de grau. A oradora aqui queria muito que vcs estivessem lá para presenciar os 5 minutos de glória no palco!! haha. Mas tudo bem.
E agora José? A menina formou.
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
na dúvida
alguém tem o telefone do ivan da van?
alguém ainda nao confirmou presença na minha formatura?
alguém quer ir pra diamantina comigo?
alguém tem casa pra ficar lá?
alguém, responda, por favor.
alguém ainda nao confirmou presença na minha formatura?
alguém quer ir pra diamantina comigo?
alguém tem casa pra ficar lá?
alguém, responda, por favor.
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